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César Alves da Silva Leandro

Walkiria, em primeiro lugar quero parabenizá-la pelos 35 anos de ensino. Pessoas como você, devem ser valorizadas pela sociedade, pois nesse país onde a educação não é enaltecida como deve ser, sei que ser professor é mais um ato de amor, de realização profissional, de ensinar além de qualquer recompensa monetária. A admiro muito por sua dedicação ao ensino. Precisaríamos ter no Brasil muitas Walkirias. Aqui em Pinda, ajudei a criar uma escola técnica do ensino: a Fatec (Faculdade de Tecnologia em Metalurgia), onde o inglês faz parte do currículo.
Nunca me esquecerei dos bons momentos que passei no CCBEU, inclusive porque foi aí que conheci minha mulher, a Meire, que também estudou nesta escola e fez mais que eu, se formou, chegou ao último livro. Eu consegui chegar ao quarto livro. Hoje ela é diretora de uma escola estadual aqui em Pinda.
O inglês foi fundamental para minha profissão, recebo pessoas de todo o mundo: Alemães, Americanos, Suecos… as conversas e discussões técnicas são todas em inglês. Na minha formação profissional o inglês foi decisivo, pois para fazer Mestrado em Engenharia, uma das exigências é o conhecimento de uma língua estrangeira. Foi o inglês que me ajudou e continua ajudando, pois para concluir o doutorado, tive que apresentar o trabalho de tese em revistas estrangeiras e a língua para apresentação foi o inglês. Atualmente continuo escrevendo os trabalhos de pesquisa que desenvolvo em revistas estrangeiras e a língua exigida, seja na França, Suíça ou na Inglaterra é o inglês.
Levei tão a sério o conhecimento da língua inglesa que minhas duas filhas estudaram inglês e consegui mais por elas, as enviei para um ano de intercâmbio. A minha filha mais nova ficou um ano no sul da Alemanha, voltou falando o alemão fluentemente e também domina o inglês. Ela pretende prestar vestibular para Arquitetura no ano que vem. A minha filha mais velha está indo para o terceiro ano de Engenharia de Materiais, e também ficou um ano na Finlândia. Hoje ela fala inglês e sueco, o que tem aberto as portas para ela fazer iniciação científica na escola que estuda, com grande promessa de doutorado fora do país.
Hoje continuo estudando inglês, principalmente para conversação. Como meu trabalho é muito voltado para pesquisa, fico boa parte do tempo lendo trabalhos estrangeiros, mas sem falar. Assim tenho procurado falar com estrangeiros, ou praticar o inglês com pessoas que o dominam. Posso dizer que quem domina esse idioma tem as portas do mundo abertas, possui chance de ser um profissional reconhecido. Abaixo está a fotografia de minha família e das minhas filhas Mayara na Finlândia e Thayná na Alemanha. Um grande abraço e parabéns pela iniciativa.
Engenheiro Metalúrgico da Aços Villares – Pindamonhangaba – SP
Professor, Doutor da ABM – Associação Brasileira dos Metais – SP
Aluno CCBEU de 1972 a 1976